FES e clubes relembram desafios da pandemia e enxergam um novo momento, após o fim das restrições da Covid-19

7 de abril de 2022

 

Presidente do Serra FC, Ervino kuster  Foto: Arquivo

Presidente do Porto Vitória Vinicius Coelho  Foto: Arquivo

 

Presidente do Vitória, Rodolfo do Carmo  Foto: Arquivo FES

O governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou na última quarta-feira (06) o fim das medidas qualificadas de enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus. Com isso, uma série de obrigações relacionadas ao futebol deixam de existir após dois anos, e este novo momento é comemorado por gestores do futebol capixaba.

O presidente da Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES), Gustavo Vieira, qualifica a pandemia da Covid-19 como o maior desafio de sua carreira até aqui. A bola chegou a parar de rolar por prazo indeterminado em 18 de março de 2020, temporada que teve apenas dois campeonatos disputados, após o retorno sem público a partir de outubro daquele ano, as séries A e B do Campeonato Capixaba.

O torcedor voltou em 2021 e 2022, mas os estádios tiveram que operar com capacidade reduzida até o último sábado (02), além da obrigatoriedade de uso de máscaras, passaporte vacinal e outras medidas que agora deixam de ser obrigatórias.

Neste período de dois anos, foi preciso muito empenho dos clubes e da FES, para conseguir o retorno de competições profissionais e de base, em 2021, e viabilizar a participação dos clubes nos torneios, em meio a uma grave crise financeira.

“Foram dois anos sem receita para a entidade, isentando todas as taxas para nossos filiados. Tivemos que fazer investimentos próprios, sem receitas, praticamente zeramos o caixa para atender aos filiados em tudo o que era possível, e conseguimos ainda ter êxito na captação de novos recursos, novos patrocinadores. Trouxemos o Sicoob, a TV Educativa, agora entrou o 1XBET, fora a manutenção do apoio do Banestes e os recursos que a gente vem captando através de parceria com o poder público”.

Dessa forma, neste período, a FES conseguiu arcar com despesas de taxas de arbitragem, distribuição de bolas e testes de Covid-19, além de captar premiação em dinheiro para as competições. Só na temporada 2021, foi investido R$ 3,8 milhões em 8 competições e 420 partidas, em prol de 38 equipes e cerca de 5 mil atletas. Também no ano passado, foram realizados 2.250 testes de Covid-19, sem custos para os clubes.

“Foi um período muito duro, mas conseguimos concluir todas as nossas competições em campo. Um período de inúmeras incertezas, de crises em todos os aspectos. Agora é um alívio voltar ao normal, com expectativa de dias melhores, de uma retomada da economia e que o público comece a voltar aos estádios”, emenda o presidente da FES, que também faz agradecimentos.

“Agradecer o empenho dos clubes, a confiança que tiveram na Federação, ao governo do Estado, na figura do nosso parceiro de primeira hora, o governador Renato Casagrande, e à CBF (Confederação Brasileira de Futebol)”, conclui Gustavo.

Glória em meio à crise

Apesar das dificuldades, o futebol capixaba avançou dentro e fora de campo neste período da pandemia. A FES subiu no Ranking Nacional das Federações, da CBF, chegando à 22ª posição em 2021, conquistando assim a segunda vaga para a Copa do Brasil.

O futebol do Espírito Santo passou da primeira fase nas três edições da Copa do Brasil disputadas durante esta pandemia, e o Porto Vitória chegou até as quartas de final da Copa do Brasil Sub-17 2021.

“O apoio da Federação foi primordial para que tudo, dentro do possível, desse segurança a todos os clubes. A Federação, não só durante a pandemia, sempre investiu na base. É uma Federação que tem a capacidade de executar competições de base com muito profissionalismo, e que ajuda nos custos das competições, o que facilita a participação dos clubes”, avalia o presidente do Porto Vitória, Vinicius Coelho.

Além disso, mesmo na crise, três clubes iniciaram suas atividades no futebol profissional, o próprio Porto Vitória, Aster Brasil e Nova Venécia FC, e a Copa Espírito Santo 2021 teve recorde de clubes, com 16 participantes.

“Só temos a agradecer a Federação, que está sempre presente. O clube não tinha como arcar com despesas, foi um período muito turbulento, não vendendo ingressos e bebidas nos estádios”, lembra o presidente do Serra, Ervinio Ferreira Kuster.

O presidente do Vitória, Rodolfo do Carmo, lembra como foi disputar uma competição nacional sem público, em 2020, e fala da volta gradual da torcida aos estádios, agora com 100% de sua capacidade liberada.

“O trabalho da Federação foi muito bem executado. Acompanhei de perto no início, já que o Vitória estava na Série D, e sei que não foi fácil. O Vitória foi muito prejudicado tecnicamente com a pandemia, porque vinha em uma ascensão absurda até 2020, e financeiramente também, porque jogou uma Série D toda sem público. O público agora está voltando, um pouco devagar, mas observamos que nossa média de público no Vitória já melhorou muito. Hoje a gente tem uma média de público que é quase três vezes maior do que a gente tinha antes da pandemia”, conclui Rodolfo.


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